se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
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Abr 11
publicado por devagar, às 11:31link do post | comentar |

Os dias já vão curtos, a estação está a mudar, também já baixou a taxa de humidade e consegue-se gozar o calor sem nos sentirmos pegajosos: está muito bom!

Não é só por isso que tenho sido parca nos meus posts. Ando em período de reflexão.

Tenho tentado compreender os tugas daqui, o que é um exercício fascinante. Gosto de ouvir o que dizem descontraidamente à mesa do café, debitando para quem quizer ouvir. Desde os pouco ou nada viajados aos verdadeiros globetrotters. Tento analisar até que ponto a multiculturalidade da terra levou a que os tugas se encarassem a si próprios, ao mundo e aos outros de forma mais aberta. Ou seja se o ambiente teve influencia nas suas percepções, o que é um exercício sem qualquer utilidade e puramente académico.

A minha mãe diz que nada é mais atrevido que a ignorância. Aqui há o ignorante-ingénuo que parece atrevido e há o ignorante-a-fingir-que-não-é e que de ingénuo tem nada e cujo verniz tem camada finissima, diz montes de asneiras, e falta-lhe o ingrediente que torna o ignorante-ingénuo tão charmoso: a humildade. Depois há as pessoas mundanas, viajadas, que falam pouco, têm imensas dúvidas, e que ideologicamente vão pairando acima das questões primárias e infantis do eu sou melhor do que tu.

Quanto menos viajados mais desconsideram as outras culturas. E na minha modestissima e falível taxonomia esta espécie abunda e multiplica-se como planta infestante.

Interessante seria poder fazer as minhas análises em território não tuga/europeu/ocidental, tarefa dificil, porque são territórios fechados que não aceitam a presença de outsiders.

Nesse sentido o tuga disponibiliza-se para aceitar o outro no seu território, a maioria critica a diferença, que não compreende, mas tolera, melhor seria se respeitasse. Também existe, em amostragem expressiva, um grupo de casais mistos, muitos tugas, mas também europeus de diferentes origens, emparceirados com mulheres ou homens de cor.

Isto são tudo observações falíveis, que vou coleccionando, a ver quem frequenta e a ouvir conversas de café.

E assim tenho andado entretida, a tentar não por etiquetas a ninguém, para não fazer julgamentos precipitados.

 

As mentalidades mudam muito devagar.


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