se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
02
Out 12
publicado por devagar, às 08:21link do post | comentar |

... e com ele o fim do tempo seco, o recurso geral ao ar condicionado, o corpo a pedir duche quase todo o dia. Cansa, e deixa saudades, porque sem o calor a África não o é.

O trabalho começa a apertar, até ao Natal é sempre a abrir. Na aparente calma e inactividade, Maputo excede-se neste trimestre, e aqui em casa já começamos a sentir a pressão.

As ruas, porém, continuam iguais, turistas que aqui vêm, a aproveitar as passagens de avião ainda a custos suportáveis, não se apercebem deste frenesim que começa a pressionar tanta gente.

Mas esta cidade tem a sua personalidade e lifestyle, a bem dizer, únicos.

Alfaiates do mercado de Xipamanine.

Os atrasos de pessoas, de burocracia, de pagamentos, de aviões (a LAM pratica muito o overbooking doméstico, e deixa os passageiros em terra, à espera de lugar no avião, às vezes dias) de decisões (em certas empresas os chefes demoram a assinar a papelada do despacho - tudo muito depassé - com tremendas implicações nos custos e na produtividade), enfim, os atrasos de quase tudo continuam - mas ninguém se espanta.

Devagar.

Os carros que andam na rua são ou muito bons, 4x4 de alta gama, ou velhinhos e persistentes, a necessitar de muita oficina ou de bilhete de ida para a sucata. O transporte público, (os chapas fazem o que querem, e se têm um frete para fora do Maputo, deixam os passageiros à espera...) continua deficiente, as regras de trânsito cumprem-se pouco e os acidentes de automóvel , sobretudo nos fins de semana, são altamente mortíferos. A noite do Maputo continua perigosa, com polícias a comportarem-se como ladrões e a roubarem os turistas (confira artigo do espanhol El Mundo de 30 de Setembro aqui).

Mas quem vive por cá sabe contornar, aproveita o Sol, cultiva a amizade, boa mesa e melhor companhia, no café ao fim da tarde encontra-se sempre com quem conversar e nos fins de semana aproveitam-se os amigos e os afectos, porque é o melhor que a cidade proporciona, com memoráveis sundowners, hábito profundamente africano/colonial, a deitar conversa fora, sentados numa esplanada a ver o movimento dos navios, ou das pessoas. 

E disso gosta-se maningue.

E há coisas fantasticamente naif que descobrimos, só mesmo nesta cidade:

Na Av. Julius Nyerere, onde estão os melhores hotéis



sobre o último paragrafo, hoje, logo hoje, era disto mesmo que eu estava a precisar.
Juana a 2 de Outubro de 2012 às 18:19

Porquê? O teu cão não leu o aviso?
nando a 8 de Outubro de 2012 às 17:25

I don't have a dog.
devagar a 8 de Outubro de 2012 às 17:32

Devemos dar valor aquilo que temos, and make the best out of things! ;)
Maria Black a 22 de Novembro de 2012 às 21:51

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