se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
19
Jan 13
publicado por devagar, às 20:24link do post | comentar |

Entrar no aeroporto internacional do Maputo vinda de Lisboa é diferente do que quando se vem de Joanesburgo. E é mais simpático quando não se vem de Lisboa.

Explica-se depressa: o avião é menor, há muitos pasageiros com pouca bagagem, que chegam no Domingo para trabalhar no Maputo e na sexta feira partem novamente para passar o fim de semana com a família. É por isso que no aeroporto as autoridades não estão em modo hiper controlo e revista das malas todas para sacar dinheiro aos tugas, sobretudo os inexperientes que vêm naquela da África is beautiful e levam esta intrusão e revista das malas como uma coisa cultural, gira, experiência diferente etc. porque acabadinhos de chegar acham graça a tudo e pensam que é tudo facilidades.

Gosto muito mais de vôos directos, mas confesso que a chegada via Joanesburgo é um mega upgrade no regresso das férias. Em cerca de 10 minutos estavamos a caminho de casa sem revistas nem chateações, quando chega a demorar mais de uma hora no voo directo de Lisboa.

Vai-se aprendendo. 

                                    Escola Portuguesa do Maputo

No Domingo passado regressamos então à cidade, as férias passaram como sempre muito depressa. Havia alguma chuva e calor, mas nada de especial, o que até foi bom para fazermos o que é necessário na casa para por tudo a funcionar e aqui também as coisas correram bem e alegrou-me muito o facto de não ver nem vestígios de baratas.

Na segunda veio a Felismina, sempre igual a si própria, a pedir dinheiro, a ocupar a casa com esfregonas, baldes, embalagens de detergentes e panos de pó, a bater muito nos sofás da sala, hábito que detesto mas que não consigo tirar-lhe porque pensa que limpeza implica esta sova enérgica e sem piedade, e sempre a querer fechar as janelas que eu abro porque a humidade daqui só é suportável dentro de casa com algumas correntes de ar - e explicar-lhe isto? 

Acabou a normalidade.

A chuva começou a cair de manhã, nem parecia chuva demais, mas foi ininterrupta até às 4 da tarde, mais ou menos.

A cidade ficou um caos, os prejuízos incalculáveis, os pobres das zonas mais afectadas ficaram sem tecto, sem água e sem comida, e os ricos sem os carros e com as piscinas cheias de lama ...na Escola Portuguesa foi uma desgraça também.

A natureza aqui está em estado vivo, obras que estavam a decorrer desapareceram, ninguém se entende quanto à ajuda aos necessitados, se deverá ser o Conselho Executivo (=Câmara Municipal) se a Gestão das Calamidades, instituição imprescindível nestas terras onde o clima tem personalidade muito própria e irreverente -  e fala-se da possibilidade de um surto de cólera, dizem estas autoridades que estão preparados - alguém acredita.

No meio da desgraça tivemos sempre luz, televisão e internet, o que é um paradoxo, uma chuvada menor costuma tirar-nos isto tudo..

E a vida continua.

I'm back again e faço as coisas devagar. 

 


Claro que sim. Pó só sai com violência. E as janelas abertas trazem a humidade. E o pó. Vocês lá no portugal não sabem isso?
nando a 23 de Janeiro de 2013 às 20:01

É o:
'ai bate, bate,
bate a preceito...'
não da Beatriz Costa mas da Felismina!
devagar a 24 de Janeiro de 2013 às 09:43

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