se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
10
Fev 13
publicado por devagar, às 14:00link do post | comentar |

À medida que o tempo passa nós deveríamos habituarmo-nos ao lifestyle daqui e sentirmo-nos cada vez mais adaptados.

Mas nem sempre. Já verifico tudo com cuidado, desde as contas no supermercado, na bomba de gazolina, no cabeleireiro, etc., senão corro o risco de ser enganada. Porém ainda há coisas que são de dificil aceitação. 

Explico algumas situações:

1. Abrir uma conta no banco deveria ser fácil. Mas nem sempre. Tenho uma conta aberta num dos maiores bancos deste país há quase 4 semanas, porém ainda não tenho nem cartão de débito, nem os códigos para o e-banking, nem sequer livro de cheques.

Também desespero quando telefono para a gerente de conta: raras vezes atende à primeira e quando falo com ela não tem uma resposta para a minha pergunta. Diz-me hei-de saber e depois hei-de ligar - o que não acontece. Volto a telefonar se quero alguma informação, que geralmente vem enganada, mas enganos aqui é normal

 

2. Telemóvel que se leva daqui para Lisboa, que se deixa desligado durante todo a estadia, de repente tem uma conta ao regresso absurda, muito alta e inusitada no perfil de cliente. Já regressámos de Lisboa quase há um mês e ainda não conseguimos deslindar este imbroglio. Aqui também nada do que nos dizem que vão fazer acontece. E somos nós que temos que analisar com detalhe o extracto de conta corrente, que nos enviaram em bruto por email, e mostrar as incongruências, desde provar que à data em que nos dizem que fizemos algumas chamadas de Lisboa já estávamos no Maputo (e apresentamos cópia do bilhete de avião) a demonstrar que é impossível fazermos chamadas de 4 minutos, para o mesmo número com segundos de diferença do início das mesmas. Estamos a aguardar: hei-de ligar...

Aqui não se admite um erro com facilidade.

 

3. E neste fim de semana, fruto - dizem - de um erro humano, Maputo, Matola e grande parte da zona sul do país estiveram cerca de 24h sem luz, o que significou problemas MEGA em variadíssimas áreas. Estamos em época de muito calor e tudo descongela num instante nas nossas casa e nos muitos estabelecimentos que vendem congelados e não têm gerador... e como dormir com o ar condicionado ligado é uma necessidade - passámos mal, ou como dizem aqui: sacrificámos!

Mas não fomos poupados ao barulho de uma sexta-feira à noite, como dizia uma amiga: Ainda tens as baterias de carro pra bombar um som, e a luz dos fogareiros dos brais (=churrasco). O people safa-se, a festa é que não para. 

Ninguém explica o que aconteceu, fala-se numa operação rotineira na central eléctrica e nós pensamos que foi alguém que não respeitou os procedimentos.

O apagão levantou muita especulação, porque nesta cidade correm boatos com facilidade.

Hoje havia luz, mas os multibancos nas lojas estavam a funcionar mal, e os ATM's não tinham dinheiro.

O balanço das ocorrências numa cidade às escuras, onde se assalta com muito à-vontade e se conduz de noite sem luzes, também não veio a público, o que por sua vez dá azo a mais boataria...

Uma semana que começa devagar.


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Caroline
Caroline a 10 de Fevereiro de 2013 às 18:33

Thanks for writing it! It's good to know...
devagar a 11 de Fevereiro de 2013 às 20:56

Olá, estou de viagem marcada para Maputo em Março, gostava de ter alguns contactos aí, para já precisava de ajuda para marcar hotel e outro numa zona de praia. pode ajudar-me ?
Margarida Martins a 10 de Fevereiro de 2013 às 21:15

Margarida, se já marcou viagem vai ter de com urgência tratar de visto (já não o pode fazer à chegada aqui). Para isso precisa de marcar hotel aí e ter um voucher , que obtém numa agência. Os vistos estão muito difíceis e só lhe permitem uma entrada no país (já não concedem entradas múltiplas ) eu aconselho-a a ir a uma agência para tratar disso (o visto custa cerca de 60€ a agência pode levar 200€...), são horas e horas na fila da embaixada de Moçambique, e demora umas 3 semanas a obter. Sem visto nem sequer embarca em Lisboa que a TAP levanta logo o problema. Depois de ter o visto e dependendo de quanto tempo cá fica e do dinheiro que quer gastar há várias opções, mas por incrível que pareça os preços são melhores aí.
devagar a 11 de Fevereiro de 2013 às 05:07

Olá, muito obrigada pela sua resposta, ainda bem que me alertou para a questão do visto, vou tratar até ao fim desta semana, como a viagem é só em meados de Março ainda tenho tempo.
Se me der o seu e-mail, aproveitava para lhe pedir mais alguns conselhos :-).

Muito obrigada
Margarida
Anónimo a 11 de Fevereiro de 2013 às 19:00

Veja o meu post anterior 'frenesim' e os respectivos comentários e fica com o panorama dos vistos...
devagar a 11 de Fevereiro de 2013 às 20:03

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