se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
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Set 13
publicado por devagar, às 10:09link do post | comentar |

Aquele provérbio contado ninguém acredita...aplica-se ao que vou escrever.

As grandes empresas  têm um mega trabalho a escrever e aplicar procedimentos. Fazer tudo by the book é muito difícil quanto mais não seja porque universalmente se resiste à mudança. Há empresas que trabalham nonstop e que por isso organizam o trabalho em turnos. E, porque o trabalho é pesado, incluem pausas e snacks. O que a malta até aceita na boa, não fosse o snack ser uma barra de cereais. O snack é difícil de engolir, porque nem se gosta, nem enche barriga, nem dá gozo nenhum. E nem vale a pena falar-se em regras de higiene ou calor que deteriora os alimentos. O que se quer é arroz e patas de galinha, que se roem com o maior prazer e não fazem mal a ninguém.

Outros exemplos do contado ninguém acredita:

O casamento tradicional é o casamento, os outros poderão ter algum interesse mas o tradicional tem o estatuto mais elevado. Inclui um coro que canta (e bem) e que o faz durante um tempo longo, independentemente de quaisquer outras considerações, mesmo num prédio, ocupando as escadas por onde ninguém mais passa, a horas despropositadas.

No posto da gasolina não devemos arriscar dizer para encherem com X meticais, porque se leva tudo à letra, e mesmo que venha por fora continua-se até fazer aquele montante.

Quando se vai apanhar um voo interno, mesmo com bilhetes confirmados e reconfirmados, temos que ter cuidado e chegar mesmo cedo, porque se não temos cautela alguém que estava em lista de espera foi posto no nosso lugar, e remeteram-nos a nós para a dita lista de espera sem fazer cerimónia, e depois já de nada vale reclamar.

Nas grandes empresas o controlo do combustível gasto pela frota automóvel, em relação aos quilómetros feitos, é tarefa árdua e tantas vezes inglória; há sempre quem roube e dizem até que ser condutor de um veículo pesado é o mesmo que possuir um ATM, e quanto maior e mais pesado for o veículo, mais recheado estará o ATM.

De facto, os incautos que pararem no meio da estrada com falta de combustível longe de tudo e todos, podem contar que aparece alguém com combustível para vender (extraído dos ATM que circulam nas estradas), e é preciso negociar para pagar um preço razoável, até porque esta é a única assistência na estrada.

E é assim, e tudo isto a fazer-se sempre devagar.


Incrível! É um treino à paciência que só consigo imaginar. Beijinhos!
Inês Black a 16 de Setembro de 2013 às 11:45

aguentar tudo isso,para mim e de herois. brava luisa!!
Eugenia Murias a 16 de Setembro de 2013 às 20:19

Hotel Avenida, Palácio dos Casamentos ali ao lado, e um sábado de absoluto deleite com tanto casamento, noivos, convidados, danças, cantares e rituais absolutamente deliciosos. Adorei.
Juana a 20 de Setembro de 2013 às 20:16

E depois aquele cortejo todo para ir tirar as fotos ao Jardim dos Namorados...e nos pontões da praia em frente ao Centro Joaquim Chissano...
devagar a 20 de Setembro de 2013 às 20:22

Aqui por Luanda, os casamentos vão fazer as fotos na Marginal...e no unico shopping da cidade( isto inclui ver noivas no shoprite e - medo - o noivo no WC do shopping com o fotógrafo, isto testemunhado pelo marido :)))
angela a 22 de Setembro de 2013 às 00:15

a falta de WCs na cidade leva à criatividade na hora de aflição, as árvores é que pagam por aqui...porque na Marginal, onde fazem as fotos, não há Shoprite, senão teríamos certamente as mesmas soluções ;)
devagar a 22 de Setembro de 2013 às 09:50

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