se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
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Out 10
publicado por devagar, às 09:46link do post | comentar |

A cidade do Maputo tem diversos fim de semana, de acordo com os respectivos protagonistas.

No sábado regista-se sempre muito movimento: as lojas das artérias principais a bombar, todos os que não puderam comprar durante a semana fazem o pleno no sábado de manhã; os cafés estão cheios de gente, que para além de degustar o produto e fumar o cigarrinho ((os brancos ainda fumam muito, os pretos da classe média nem tanto, e a população que não frequenta cafés não fuma nada, porque não tem dinheiro para vícios)) põem a conversa e a calhandrice/fofocas/mexericos em dia.

O Maputo dos brancos de origem tuga, ou tugas, é uma cidade sui generis, com figuras carismáticas, figuras emblemáticas, figurinhas e cromos. Os mais antigos, aqueles que já viram muita coisa e muita gente passar, conhecem histórias fantásticas, de sucessos e de fracassos, como a África vigorosamente produz.

No Sábado à tarde só os hipermercados - que são poucos - registam movimento, e como em todas as cidades, a ida ao hiper é, por si só, um programa, popular e colorido.

De resto a cidade branca aquieta-se, o movimento pára, as conversas continuam mas à porta fechada e o Domingo branco então é dia calmíssimo, a saída a fazer-se é para almoço em restaurante, igreja ou casa de amigos.

Quem pode sai da cidade ao fim de semana, e de preferência no sábado muito cedo, enfrentando má estrada e muitas horas de volante - as alternativas urbanas são poucas e a natureza africana oferece-se, pródiga e farta, a quem a quiser apreciar-

Mas os pretos têm todo um programa nos fins de semana: é deles a Marginal, o mar, os piqueniques e os churrascos, bem regados com cerveja. E até os casamentos, que se processam non stop durante todo o dia de Sábado, vão em cortejo prestar homenagem à praia e ao mar. Há um livro interessantíssimo só sobre a vida Entre a Marginal e o Mar, de Cita Vissers, fotógrafa holandesa que captou essa vida que pulsa vibrante negra, jovem e feliz a gozar o fim de semana.

O movimento da Marginal aprecia-se devagar.

 

A primeira e a última imagens são do livro de Cita Vissers.

 

 


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