se vai ao longe? ou nunca se chega? Em terras do Índico, vamos abrandar...
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Jan 11
publicado por devagar, às 10:41link do post | comentar |

Fazer compras no Maputo não é uma coisa evidente. Vou explicar nalguns posts, sendo este o primeiro.

Um europeu habituado à normalização chega aqui, enfia-se num dos grandes super mercados, e compra o que vê nas prateleiras, refila pela falta de escolha, pela diferença dos hábitos alimentares, espanta-se quando os ovos dentro das embalagens têm tamanhos diferentes, fica estupefacto com os pacotes de arroz e de farinha, que são enormes, alguns de pano, de que eu particularmente gosto, mas comprar 5 quilos...

E há coisas inesperadas, por não corresponderam ao conceito europeu que nos formatou, e que nos baralham. Caso dos conceitos de bazar e mercado.

No Bazar, nome que dão ao mercado central, há muito mais do que num tradicional mercado. Artesanato démodé, com grande oferta de cestos, vernizes de unhas e cabeleiras postiças em enorme quantidade, cabeleireiros que operam num espaço de 2m2 ... Um mundo multiétnico curiosíssimo, cheio de especiarias e onde também há frutas, grandes molhos de hortaliça verde e do melhor camarão. É preciso determinação para lá entrar, pois nesta terra todos nos querem vender tudo e cansa muito recusar sistematicamente. Dizem que é zona de bandidagem (palavra muito usada localmente), de cautela com carteiras, de turistas distraídos depenados, etc. Então por tudo isto vai-se lá pouco, o que é pena pois situa-se num edifício de traça antiga, muito bonito, na baixa na cidade. No Mercado Janet (pronunciam jánete), este sim um verdadeiro bazar, compram-se todo o tipo de plásticos, a maior parte directly from PRC, e a mais variada quinquilharia, etc.

Há também coisas muito práticas e absolutamente inesperadas: bainhas e pequenos arranjos de costura fazem-se na rua. Gosto particularmente da confusão e cor da Av. da Guerra Popular, onde geralmente homens operam várias máquinas de costura, algumas eléctricas, e que na hora cozem o que queremos e como queremos. Podemos inclusivamente comprar uma capulana na loja - e na Guerra Popular há capulanas diferentes, que vêm da África francófona - e embainhá-la imediatamente.

É claro que devagar.


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